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VERSÃO ELENCO COMPLETO
O Teatro ao Largo tem vindo a criar, há muitos anos, peças e animações de rua com temas decididamente ambientais, como “O Homem Que Plantava Árvores” (1999), “Os Mistérios do Montado” (2001), “Quem Vela Pelo Vale Verde” (2005), “Mãos no Fogo” (2006) um espectáculo de consciencialização aos perigos dos fogos florestais, e a sua prevenção e mais recentemente “David e Golias” (2007) dramatização da primeira greve ecologicamente motivada em Portugal.
“O Pescador do Guadiana” segue esta linha de trabalho. Escrito especialmente para este projecto por Steve Johnston, conta a história de um homem simples, Zé das Enguias, que ganha a vida como pescador no Rio Guadiana. Um dia apanha um peixe peculiar… A história que se desenrola avisa-nos dos perigos provenientes das nossas exigências egoísticas que já não são sustentáveis por este mundo fragilizado.
Como em algumas das nossas produções, a história é contada através do uso de um teatro miniatura, música ao vivo, canções e rotinas cómicas executadas pelo elenco.
A cena passa-se no Concelho de Mértola. Além da mensagem ecológica, trata também da ameaça local das espécies de animais e peixes, tal como o Saramugo e dá uma imagem das artes de pesca tradicionais de outrora.
O espectáculo pode ser apresentado na maioria dos espaços ao ar livre, como largos principais e jardins públicos ou em interiores. Quando necessário, o grupo pode providenciar bancadas para até 130 pessoas.
“…Zé das Enguias, que ganha a vida como pescador no Rio Guadiana. Um dia apanha um peixe peculiar… …Ele teria, de qualquer forma, posto o peixe de volta na água, mas o peixe concede-lhe desejos por lhe ter salvo a vida. Quando ele conta a história aos seus irmãos, estes ficam furiosos por ele ter simplesmente deixado o peixe ir, e disseram-lhe que fosse lá procurá-lo e lhe pedisse roupas novas para as suas esposas e bom vinho para eles. Ele vai e faz.
Com o passar do tempo, os irmãos e suas esposas fazem cada vez mais exigências ao peixe, primeiro casas novas, como as que têm em Mértola, depois palácios, como os que têm em Lisboa, e por fim, como se tornaram príncipes, o direito de governar o país como bem lhes apraz. Com um peso no coração, o Zé faz estas exigências ao peixe, mas o peixe desaparece.
Quando volta para casa, os palácios, as roupas finas e o bom vinho também desapareceram. Os irmãos e suas esposas estão de volta nos seus casebres.
De facto, enquanto for moderado, e no sentido de valorizar a nossa condição, temos necessidade de usar os recursos naturais, mas se exigirmos demasiado, por ganância e inconsciência, acaba a natureza por nos tirar aquilo que nos deu.
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Prezados de Ao Largo,
Quereria agradecer-lhes por este meio o prazer que foi para mim ver o seu espetaculo O Pescador do Guadiana na festa de Serralves. Adorei. Ainda mais quando disseram que sao um teatro nomada. Sao capazes de trazer alegria a muitas criancas e pais delas. Parabens! Oxala houvesse mais grupos como o seu e em todos os paises.
E mais alguma coisa:
Onde se inspiraram ao compilar a roupa do sobrinho do pescador?
E que me fez lembrar o meu filme predileto de Emir Kusturica: Crna mačka, beli mačor (Gata preta, gato branco (traducao literal); ou Gato preto, gato branco (trad. na distribuicao)). Parece irmao gemeo duma das personagens princiapais do filme. Se ainda nao assistiram ao filme, recomendo-o vivamente.
Pronto, desejo-lhes uma excelente continuacao do seu trabalho e espero poder ver pelo menos mais um espetaculo da sua compania.
Um abraco,
Eva Hlavkova,
checa, mas a estudar um semestre no Porto
O Projecto do Teatro ao Largo 2009/2012 é considerado, pelo Ministério da Cultura, de Interesse Cultural.