Rua Manuel Gouveia, 20
Apartado 230
7645-909 Vila Nova de Milfontes
Telefone móvel: +351 937 303 919
Fax: +351 283 998 409
e-mail: info@teatroaolargo.com
Steve Johnston
director artístico/compositor/escritor/actor
Nascido em Londres, em 1948. Residente em Portugal desde 1994.
Depois de ter trabalhado como electricista de palco no West End, em Londres, integrou o grupo Footsbarn Theatre em 1973, durante os anos de formação do grupo na zona rural da Cornualha, trabalhando como actor e director musical. Em 1992, integrou o Ton und Kirschen Wanderteater, com base perto de Potsdam.
Ambos eram grupos itinerantes, que se dedicavam a representar para públicos rurais, e fortemente influenciados pelos ensinamentos de Jacques Lecoq, e pelas ideias sociológicas de Oliver Foot, o qual propôs, numa tese universitária em 1971, o conceito do teatro itinerante como meio de promover a cultura em zonas rurais, antes de formar o Footsbarn Theatre.
Em 1994, veio para o Alentejo, com a intenção de formar o Teatro ao Largo com Pureza Pinto Leite e Pedro Pinto Leite. A formação do grupo fundamentou-se no desejo de voltar aos ideais expostos por Oliver Foot, os quais os outros grupos foram forçados a abandonar devido à sua expansão em tamanho e estatuto internacional.
Trabalhou em tempos como músico nos EUA e no Reino Unido, tocando o violino e a guitarra, em bandas de rock e grupos de música folk irlandesa, e como músico e performer de rua. Tem o mestrado em Arqueologia Pré Histórica e Clássica da Universidade de Edimburgo (1973).
Escreveu muitas peças para o Teatro ao Largo, em português, e duas curtas-metragens para Madragoa Filmes, A Sereia (2005) e Segredos (em desenvolvimento). Escreveu também uma opereta sobre a vida de Biddy Early, The Witch of Clare
Pureza Pinto Leite
actriz/assistente de direcção e de produção
Nasceu em Roma em1957.
Frequentou várias escolas de dança em Londres, Paris e Lisboa (1976-1994). Integra-se no Footsbarn Theatre (1983), e Ton Und Kirschen Wanderteater (1992) como actriz. Esteve em digressão com o Footsbarn Theatre durante vários anos e participou em festivais internacionais em Madrid, Moscovo, Berlin, Paris, Zurique, Dublin, Londres, Glasgow, Sydney, Adelaide, entre outros.
Fundou o Teatro ao Largo com Steve Johnston e Pedro Pinto Leite (1994-2008). Através do projecto Pontes para a Igualdade, organizado pela CIDM, trabalhou com um grupo de reclusas no Estabelecimento Prisional de Odemira, com ateliers de teatro e na produção e encenação de 2 peças sobre Violência Doméstica (2005-2006).
Ainda dentro do mesmo programa, fez uma serie de ateliers e uma produção no Lar de Idosos de Sabóia, uma pequena freguesia do Concelho de Odemira.
Representou, como actriz principal, numa grande parte das peças do Teatro ao Largo, que destaca Mirandolina, de C. Goldoni, A Mulher dos Cinco Maridos, de Geoffrey Chaucer e o Auto da Lusitânia, de Gil Vicente.
A par de ser actriz, assiste na direcção de actores, faz tradução de peças, e participa na produção e na promoção do grupo.
Rui Penas
Actor
Nasceu em Sines em 1973.
Um elemento chave do Teatro ao Largo que tem trabalhado continuamente com o grupo desde 1999. Representou papeis principais em 30 produções, que destaca Dr. Fausto, de Christopher Marlowe, A Farsa do Mestre Pathelin (anónimo), A Viúva Astuta, de Carlo Goldoni, A Fortuna, de Aristófanes, A Escola de Mulheres, de Molière, e A Vida do Grande Dom Quixote de António José de Silva.
Antes do Teatro ao Largo trabalhou como actor no Teatro do Mar, em Sines, e fez papeis principais em 3 produções: Tudo Está Bem Quando Acaba Bem, de W. Shakespeare, encenado por Steve Johnston; Odionildizelâve, encenado por Carlos Curto; e O Cavalo Mágico, encenado por Julieta Santos.
O Rui é um alentejano de gema que muito tem contribuído para o estilo dramático e para o repertório do Teatro ao Largo, através do seu profundo conhecimento da história e cultura locais. Com forte vocação para recitar poesia e para contar histórias (foi responsável pelo programa Leituras Encenadas do Centro de Artes de Sines, 2006-2008), ele é o instigador de uma série de projectos do grupo para 2009-2012, incluindo o trabalho acerca do poeta local Manuel da Fonseca, e os contos de pescadores que recolheu em Sines.
Como é politica do grupo que cada actor ou actriz toque um instrumento musical, estudou solfejo, e trompete.
Inês Patrício
Actriz
a actualizar
Célia Martins
Actriz
Nasceu em Faro em 1978
Curso Internacional do actor cómico e estágio internacional de commédia dell’Arte, Itália. Participou no DVD “Commedia dell’arte Step by Step” de Antonio Fava.
Trabalhou e colaborou com Teatro da Estrada, Teatro do Elefante, Vicenteatro, Pim Teatro, A Gaveta, Sin-Cera, Teatro Experimental de Lagos, Penedo Grande, Pássaro de Fogo, Teatro dell Vicolo.
Integrou o elenco do Teatro ao Largo, em Fevereiro de 2008, participações: Contos do Bosque, Escola de Mulheres, A Luta do Século, Tempo, O Pescador do Guadiana, As Justiceiras.
A sua vocação e formação para animação cultural e desenvolvimento rural, fizeram com que desde muito jovem participasse em projectos de âmbito local e regional, como trabalho realizado na Câmara Municipal de Loulé através do Serviço de Artes Tradicionais, apoio ao associativismo no mundo rural, animadora cultural do Inatel (Delegação de Faro), coordenação do projecto “Figuras de Humor”IPJ Faro.
Frequentou aulas de dança (acrobática, renascentista, contemporânea) e flauta de bisel, actualmente frequenta aulas de clarinete e canto.
Helen Lane
figurinista / cenógrafa / artista gráfico / músico
Nasceu em Dublin em 1953
Trabalhou como músico profissional no Oeste da Irlanda a criar e dirigir grupos de canto na comunidade em diversas localidades durante os anos 80 e 90. Gravou um álbum de canções originais na editora Siren Label (1998).
Depois de trabalhar em vários projectos de cenografia e figurinos com o Druid Theatre em Galway, tirou um mestrado em Arte Comunitária na Universidade de Limerick (2000), e trabalhou em vários projectos de coesão social em zonas problemáticas de Dublin, com adolescentes desfavorecidos.
Estudou design e confecção de figurinos com Charmian Goodall do Footsbarn Theatre, e com Emilie Kayser da Opéra National de Lorraine - Nancy. Junta-se ao Teatro ao Largo como cenógrafa e assistente de figurinos em 2006 e desde 2007 que é a figurinista do grupo.
Participou ainda, como músico ao vivo no espectáculo Contos do Bosque, e nas bandas sonoras de todas as novas produções do Teatro ao Largo desde 2006.
Luís Santos
chefe técnico / cenógrafo
Nasceu em Lisboa em 1972
Chefe técnico do Teatro ao Largo desde há 6 anos (2003-2008). É o responsável pelo design e/ou construção das peças A Fortuna, As 3 promessas, O Mestre dos Aldrabões, De onde Vêm as Histórias, A Vida do Grande D. Quixote, Quem Vela Pelo Vale Verde, O Macaco Gabarola, A Viúva Astuta, Mãos no Fogo, Contos do Bosque, Doutor Fausto, O Guardião do Templo e Escola de Mulheres.
Electricista e designer de luz em todos os espectáculos desde 2003. Porque a sua formação profissional é a de fotógrafo o Luís é também o fotógrafo oficial do grupo.
Formação: Iniciação à fotografia e serigrafia, com Hélder Lage e Paulo Correia – CC Emmerico Nunes (1992); Iniciação à fotografia, com Carlos Samina – IPJ de Setúbal (1994); Workshop para monitores de fotografia, com Álvaro Rosendo – CCEN (1995); Curso Técnico de Animação Juvenil – IPJ de Setúbal (1998).
Da sua experiência profissional destaca: Desde 1988 que tem prática em serralharia, soldadura e electricidade. Foi membro do Teatro do Mar, em Sines, enquanto técnico e também actor (1992-1994). Em 1992 profissionaliza-se como fotógrafo e ministra vários cursos de iniciação à fotografia (1995-2002). Assistente de produção no filme Sapatos Pretos, de João Canijo (1997).
Pedro Pinto Leite
produtor executivo
Nasceu em Lisboa em 1964
Produtor Executivo do Teatro ao Largo desde a sua fundação, em 1994.
Em Vila Nova de Milfontes, para além do Teatro ao Largo, foi fundador em 1999, mantendo-se até hoje como membro da direcção, da Fábrica das Artes, uma associação que tem como objectivo juntar, organizar e dinamizar os recursos humanos, na área das artes, que existem no Concelho de Odemira (e fora dele) e encontrar meios de estruturar oficinas, cursos, debates ou outras formas de intervenção e acção.
Produtor gráfico na VPC Portugal (1992-1994). Administrativo num banco comercial (1990/1991). Gerente das salas de cinema do Fórum Picoas, pela Medeia Filmes, Lda. de Paulo Branco (1989-1990). Participou no projecto de criação do departamento comercial da Grafilis – Artes Gráficas, S.A. (1986). Assistente de produção de cinema na Paisá Filmes, de Carmo Moser (1983-1985).